quarta-feira, 13 de junho de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Definição : Balonismo
Voar num balão de ar quente, é algo que faz parte do imaginário da nossa infância e que nos persegue durante boa parte da nossa vida. Um dia ganhamos coragem e, experimentamos fazer aquela que virá a ser uma magnífica aventura de puro prazer e descontracção.
Ar, terra, água e fogo. Voar de balão significa entrar em sintonia com esses quatro elementos que regem a natureza, cruzando os céus embalado pelo sopro dos ventos. Está assim composta uma harmoniosa sinfonia, que dá a cada vôo um tom poético como se fosse a primeira vez a bordo do balão. O vôo de um balão também não é difícil de associar à aventuras cinematográficas ou mesmo recordar-se de fantasias infantis. O mundo fica mais divertido e bonito visto de um balão.
"Tudo começa ao nascer do sol. O balão, depois de ligado ao cesto, é desenrolado e, com a ajuda de uma potente ventoinha é enchido de ar frio tomando a sua forma. Depois chega a altura de aquecer os 3000m3 de ar com os potentes queimadores para que o balão comece a subir.
Talvez seja fácil de adivinhar o que se sente ao entrar para aquele pequeno cesto, mas é indiscritível o sentimento que nos atinge após a suavíssima descolagem. É a partir daqui que começa a realização de um verdadeiro sonho.
Voa-se suavemente sem o mínimo de trepidação, por cima de montes e vales, rios, vinhas e pinhais, cumprimentam-se as pessoas que trabalham os campos e vêm-se animais como coelhos e lebres e até por vezes javalis. Não se dá conta que o tempo passou. A magia do passeio rapidamente chega ao fim, ao aterrar algures no campo perto de um caminho de terra batida."
COMO É CONSTITUÍDO UM BALÃO?
É possível distinguir dois tipos principais de balão: o balão cativo, cuja possibilidade de subida e descida é facultada pela ligação de um cabo, sendo recolhido por meio de um gancho; e o balão livre, ou não cativo, que pode ser orientado na direcção desejada através do arremesso do lastro (normalmente sacos de areia) ou então, insuflando gás até à altura de uma corrente de ar. Para aterrar, é simples: solta-se o gás.
O balão recreativo é constituído por três elementos essenciais: o cesto de verga, ou gôndola, o envelope de nylon, que é o balão propriamente dito e, sobre o cesto, o queimador de gás propano que é utilizado para aquecer o ar existente dentro do balão.
Assim, conforme ele esteja mais quente ou menos quente, o balão irá respectivamente subir ou descer.
O CESTO
Cesto de Balão (Gôndola)
Também chamado de "gôndola", é a parte do balão destinada a levar os ocupantes, cilindros, instrumentos, etc.
No reaparecimento dos balões de ar quente na década de 60, fizeram-se várias tentativas de construir os cestos com os mais variados materiais; porém, acabou-se por concluir que o melhor material ainda é o vime (junco), porque a sua construção trançada combina leveza com durabilidade e beleza, para além de demonstrar uma grande absorção de impactos, o que torna mais seguro para piloto e passageiros e, portanto, mais indicado para a prática do balonismo.
A maioria dos fabricantes em todo o mundo fazem-nos da seguinte forma: numa base retangular, ou quadrada, o vime é fixado e a partir daí, trançado até a parte de cima. Junto com o vime, também são trançados cabos de aço que passam por baixo do cesto, cuja função é sustentar todo o conjunto (cilindros, pessoas) e ainda tubos de alumínio para a colocação das bengalas (ou tarugos) de nylon que servem de sustentação do maçarico.
CILINDROS
Cilindros de Balão (ou bujões, ou tanques)
Os cilindros (ou bujões, ou tanques), tem que aguentar uma pressão bastante grande por causa do gás utilizado, mas também é importante que sejam leves para não comprometer quantidade de carga a ser levada no balão. Por isso, normalmente os cilindros do balão são de alumínio, aço inox ou titânio.
Os cilindros podem ser utilizados na posição vertical (de pé), ou horizontal (deitados), com uma quantidade de carga variável de acordo com o fabricante, mas normalmente eles tem capacidade para 20 Kg (P20) ou 30 Kg (P30);
São equipados com:
- um relógio marcador de combustível (nos cilindros verticais os relógios marcam somente 40% para baixo);
- uma torneira para a saída do gás em forma liquida (ligada internamente a um "pescador" que vai até o fundo do cilindro para captar o liquido);
- um respirador para aliviar a pressão no momento de se fazer a recarga (que chamamos de Refil);
- uma torneira para a saída do gás em forma gasosa nos cilindros que chamamos de "Master".
Normalmente são utilizados 4 cilindros no balão, mas não é obrigatório, pois depende do cesto, ou ainda do interesse do piloto no momento (ele pode fazer um vôo curto e levar menos peso), ou seja, tudo dependerá da avaliação que o piloto fará no momento do vôo, lembrando que quanto mais gás ele puder levar, mais autonomia de vôo ele terá (a autonomia de cada cilindro varia de acordo com a temperatura ambiente e a forma como o piloto conduzir o balão, mas o tempo estimado em temperaturas de 20º e 30º C é de mais ou menos 30/40 minutos).
COMBUSTÍVEL
O combustível utilizado é o propano, que é um gás liquefeito de petróleo usado pela indústria (para alimentação de fornos, caldeiras, etc.). O gás de cozinha que utilizamos em nossas casa (conhecido como GLP) é uma mistura de butano com o propano numa proporção de 60% para 40% - conforme a região (dependendo da temperatura local) - além das disponibilidades comerciais.
O propano é adicionado ao butano (um gás também liquefeito de petróleo, porém mais barato) para aumentar sua pressão.
Para que possamos comparar os dois, vê a seguinte tabela:
| . | Composição química | Peso | Densidade | Pressão |
|---|---|---|---|---|
| Propano | C3H8 | 508 gramas/ litro | 1,54 | 9,5 bar |
| Butano | C4h60 | 584 gramas/ litro | 2,09 | 6,0 bar |
Como podemos ver na tabela, o propano é mais denso e mais pesado que o ar, portanto, ao se fazer a recarga dos cilindros (refil), deve-se tomar muito cuidado com fugas, pois o propano além de incolor, "desce" ficando ao nível do solo (por esse motivo é que as companhias de gás adicionam aos gases liquefeitos de petróleo o cheiro característico para alertar às pessoas a presença dele no ar).
Ainda como curiosidade podemos citar uma particularidade dos gases liquefeitos de petróleo: ao expandirem-se, passando do estado liquido ao gasoso, aumentam consideravelmente de peso, no caso do propano, 1 metro cubico na fase liquida pesa 0,508 Kg e na fase gasosa 1,8613 Kg.
O propano, por ter uma pressão maior, também é mais eficiente ao produzir calor durante a queima.
ENVELOPE
Envelope é a parte de tecido do balão, com uma forma caracteristica de "gota" invertida, mas podem ser dadas formas especiais aos balões.
Envelope de Balão
É ele que abriga o ar quente para que possamos voar. Ele é feito em nylon " rip-stop " e com uma impermeabilização feita com resina para fechar as porosidades do tecido de modo a não permitir a passagem do ar.
Para fabricar um balão de 16m de diâmetro são necessários 1.000m2 de tecido e muitos quilómetros de costura, a linha utilizada é de nylon de alta tenacidade e a sua construção é feita em gomos emendados em vários painéis, além de receberem fitas de nylon vertical e horizontalmente para reforçar a estrutura do envelope.
As fitas verticais dão a sustentação ao balão, sustentando todo o peso do equipamento enquanto o tecido servirá somente para "envelopar" o ar quente em seu interior.
Os painéis da boca do balão são feitos de "Nomes", um tecido anti-chama, usado também em roupas para bombeiros e pilotos automobilísticos.
No mundo inteiro, os balões estão sendo continuamente desenvolvidos e melhorados, variando bastante em detalhes. Nos últimos anos, os fabricantes chegaram a um tipo quase padronizado - o de abertura por pára-quedas (Tap), atualmente o sistema mais seguro em vôo.
A carga da gôndola é sustentada por cabos de aço inoxidável, fixos a fitas de nylon verticais, costurados ao tecido do balão, envolvendo-o completamente. Desta forma, o material do envelope propriamente dito sofre um esforço de tensão muito reduzido, dando um factor de segurança de pelo menos 10:1.
No topo do balão há um painel circular (Tap ou pára-quedas), que é mantido por cabos de guia radiais que podem ser puxados pelo piloto através de uma válvula (fita tubular com cabo de aço por dentro), afastando o pára-quedas do balão, deixando assim escapar o ar quente, tanto durante o vôo (para perder a altura), como após ou durante a aterragem (para esvaziar o envelope).
Se utilizado em vôo, o pára-quedas volta a fechar automaticamente quando a corda é solta.
MAÇARICO
Também pode ter o nome de queimador, o maçarico é o motor do balão; feito de aço inoxidável.
Quando um balão está em ascenção, a temperatura no topo do balão é de aproximadamente 100ºC. Para produzir esse calor, o maçarico liberta milhões de BTUs por hora e a eficiência dos maçaricos varia de fabricante para fabricante, mas hoje podemos dizer que a maioria deles ultrapassa os 10 milhões de BTUs (de 8 a 14 milhões de BTUs/hora). Convertendo a energia gerada pelo calor de um desses maçaricos para HP (cavalos-força), sua potência equivaleria a mais de 4000HPs.
Maçarico de Balão (Queimador)
Os maçaricos possuem duas mangueiras que se ligam aos cilindros de gás: a que traz o gás em forma liquida e a que traz o gás em forma de vapor.
A chama-piloto é alimentada pelo gás em forma de vapor. Porém, existem alguns modelos que utilizam somente uma mangueira para o gás liquido, vaporizando parte do gás para a chama-piloto na caneca.
BATISMO NO BALONISMO
Inesquecível também, é ser baptizado ao término da aventura, com uma boa pitada de sonho e magia. Em terras do Velho Continente é tradição, ao marinheiro de primeira viagem, receber um título de nobreza que conte com nome e apelido dos locais que sobrevoou.
Em ritmo de informalidade, um bom champanhe é ingrediente suficiente para celebrar o Batismo . E como dita a tradição, o viajante recebe um certificado que lhe confere propriedade de toda a área que sobrevoou. É claro que será dono de tudo, e terá direito a um palmo acima dessas terras.
CURIOSIDADES DO BALONISMO
Santos Dumont inventou o avião mas, assim como muita gente, tinha uma quedinha pelos balões. Conta-se até que ,em Paris, foi visto muitas vezes arrastando latas de lixo com os pesos de seu balão.
Hoje, o balonismo é um desporto que chama a atenção. Movidos pelos ventos, os balões, que têm em média 25 metros de altura (equivalente a um prédio de oito andares), são inflados com ar quente e manobrados em velocidades de até 10 km/h. Mas quem quiser arriscar deve ter um detalhe sempre em mente: a altura do vôo é determinada pela quantidade de ar quente dentro do balão, ou envelope.
Os mais audaciosos conseguem levar os balões a 10.000 metros de altura com o objetivo de dar a volta na Terra. Neste caso, substitui-se o cesto por cabines pressurizadas.
Você sabia?
Um balão tem 26 metros de altura, isso equivale a um prédio de 7 andares, área superior a de 5 outdoors, resultando em 150m2 para fixação de sua logomarca.
O balão emociona expectadores de todas as idades, além de ser um mídia agressiva de grande impacto visual.
Voar em um balão é como flutuar em uma bolha de sabão.
Modalidades
- Fly In: Os competidores tentarão voar para um alvo comum, determinado pelo juiz. Aquele que conseguir jogar sua marca o mais próximo do alvo, será o vencedor.
- Fly On (ou Continuação de Vôo): Os competidores vão declarar seu próximo alvo em vôo, escrevendo suas coordenadas na marca da prova anterior, e tentarão voar para o seu alvo. Quem conseguir atingir a menor distância do seu alvo declarado, será o vencedor.
- Caça à Raposa: Um balão decola antes dos competidores e faz um percurso aleatório de vôo. Após um determinado período de tempo (geralmente entre 10 e 30 minutos, dependendo das condições de vento), os outros balões decolam e procuram seguir o mesmo percurso, em busca do balão raposa. O competidor que conseguir pousar mais próximo do ponto onde o balão raposa aterrissou será o vencedor. Vale lembrar que esta não é uma prova competitiva e é utilizada apenas em festivais ou eventos não competitivos.
- Key Grab (ou Prova da Chave): Um mastro é colocado na área de público do evento e os competidores podem escolher um ponto de decolagem livremente, a uma distância mínima determinada pela organização. Vence o balão que consegue se aproximar em vôo do mastro e agarrar a chave - ou o símbolo da festa - pendurado em sua ponta.
- Alvo declarado pelo juiz: Os balonistas procuram jogar suas marcas (um saquinhos de areia com uma fita com o número de seu balão) bem em cima de um alvo colocado no solo. Quando há mais de um alvo declarado, e o competidore pode escolher o alvo que melhor lhe convier, a prova é chamada de Valsa de Hesitação.
- Cotovelo: Nesta tarefa, o balonista decola, voa para um alvo, atinge-o com a marca e depois, desviando o rumo, voa para um segundo alvo e joga outra marca. Ganha mais pontos o balonista que, nessa mudança de rumo, fizer um ângulo mais apertado.
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